Publicado por: Lucival França | janeiro 7, 2007

Acerte a bolinha e vá para casa lesado

Lucival França

Não posso ver fila que vou conferir do que se trata. Sempre foi assim, desde pequenininho. Todos os dias no trajeto para o trabalho, esteja atrasado ou não, algum tumulto me desperta a atenção. Talvez o percurso é que seja “interessante”: Estação da Lapa/Aflitos.

Nesse trajeto ocorre diariamente uma infinidade de acontecimentos entre às 6 da manhã e às 20h, período em que o comércio informal local funciona.  É fila para comprar biscoito de procedência duvidosa, porém mais barato. Formigueiro humano para ver o homem que ultrapassa um aro ladeado de facas. Alvoroço para comprar na loja que acabou de anunciar a liquidação relâmpago. Magotes de garotos que ficam perambulando pelas ruas só para aumentar o número de pessoas e dar a impressão de que realmente a confusão é generalizada. 

E em meio a essa balbúrdia há sempre alguém querendo levar vantagem. Por volta do meio dia de hoje (05/01), bati os olhos num agrupamento de pessoas. Aproximei-me e vi um rapaz fazendo uma espécie de malabarismo com três fôrmas de fazer empada e uma bolinha sobre uma enorme caixa de papelão. O objetivo era acertar embaixo de qual recipiente o “tal” malabarista havia deixado a bendita bolinha. O jogador escolhia o valor da aposta e apontava para a fôrma onde supunha que a bolinha estivesse. A covardia viria logo em seguida. O “malabarista” não está sozinho. Há diversas pessoas que simulam apostar e ganham, numa tentativa de incentivar os passantes a jogar. Uma verdadeira quadrilha.

Claro que não é difícil perceber onde o falsário colocou a bolinha, ele até facilita. Qualquer pessoa atenta pode ver. É só o apostador colocar a mão sobre a fôrma, pegar a sua parte do dinheiro na aposta e colocar sobre a caixa de papelaão. O golpe segue da seguinte forma: enquanto você se dispersa para pegar o dinheiro na carteira ou na bolsa o falsário pede para que outra pessoa (no caso, um integrante da quadrilha) segure a tampinha para você.  É aí que o apostador desavisado se dá mal. O comparsa facilita para que o falso malabarista troque a bolinha de lugar numa fração de segundo. Quando o apostador aparece com o dinheiro da aposta e tira a tampa de cima, não tem nenhuma bolinha. Golpe simples. Golpe baixo.

Já ouvi diversos relatos dessa desonestidade que é aplicada há muito tempo em Salvador debaixo dos olhos das autoridades. Eles estão sempre nos mesmos lugares. Estações de ônibus e saídas de shopping centeres, locais de intenso movimento e com maior probabilidade de pessoas a fim de ganhar um “trocado” sem esforço. Se for o seu caso, muito cuidado. O que não falta é falsário querendo tirar até a última moeda da sua carteira. E você aí achando que vai se dar bem. Vai se dar bem mal.

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