Publicado por: Lucival França | janeiro 15, 2007

Pintar ou Fazer Amor (Peindre ou faire l’amour)

Para muitos, a aposentadoria é hora de descansar e aproveitar o restinho de vida numa casa de campo. A sensação de contato íntimo com a natureza e a tranqüilidade das regiões montanhosas levou o recém-aposentado do Serviço de Meteorologia William (Daniel Auteuil) e sua esposa, a pintora Madeleine (Sabine Azéma), a morar num paraíso cercado de montanhas e muito verde. Essa é a síntese de Pintar ou Fazer Amor.

Numa de suas saídas em busca de inspiração para as suas pinturas, Madeleine conhece Adam, o prefeito da cidade. Adam ficara cego ( o filme não explica quando nem por que!) e era casado com a guia-turística, Eva (Amira Casar), com quem já morava há muito tempo no bosque. É Adam quem mostra a Madeleine o maravilhoso casarão que está à venda no meio do bosque. Madeleine maravilhada, convence William a comprar a casa. Desde então o prefeito e a esposa passam a freqüentar a casa dos novos amigos e logo mais, os casais vão formar um quarteto disposto a entrar na onda dos swingers (troca de parceiros).

O filme dos diretores franceses Arnaud Larrieu e Jean-Marie Larrieu começa muito lento. A impressão é que nada vai acontecer. Na segunda metade, a película ganha mais ação. A casa do prefeito é misteriosamente incendiada e os novos amigos oferecem hospedagem. Numa noite, Adam, percebendo o momento propício pós jantarzinho romântico, toma a iniciativa e leva Madeleine para o quarto. Enquanto isso, William e Eva se deleitam na sala. Willian e Madeleine eram neófitos no assunto e por isso mostraram imaturidade diante da situação. Isso fica perfeitamente visível quando Madeleine passa a sentir ciúmes dos outros amigos do casal Adam e Eva, quando em uma certa noite eles preferem visitar outros amigos à passar o final de semana com eles, causando uma reação explosiva de Madeleine. Em seguida, o prefeito e a esposa vão morar no Pacífico, causando o maior desespero para Willian e a esposa, que resolvem vender a casa recém-comprada e seguir atrás do casal. Na tentativa de vender a casa, eles conhecem outro casal e experimentam novamente a troca de parceiros.

 

E assim o casal William e Madeleine passa o tempo em Pintar ou Fazer Amor. Aproveitando as possibilidades que uma vida sexual livre de preconceitos pode proporcionar. Madeleine, inclusive perde o tesão pela pintura e não pinta mais um quadro sequer. Mas o filme mostra também situações inusitadas como a cena em que William enxuga a genitália de uma das parceiras com a toalha de rosto e ela lhe agradece com um “Muito obrigado”. A cena é surreal e por isso marcante No meio da trama a filha de William e Madeleine volta do exterior com o namorado, intencionada a obter as bênçãos dos pais para o seu casamento. Em tempo, o noivo é um blackpower que atende pelo nome de João cuja nacionalidade é brasileira. Um roteiro original com cenas bem “originais”, que valem à pena ser conferidas.

Serviço

O filme está em exibição na Sala de Arte – Cinema do Museu (Vitória), às 18h40 e 20h35

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