Publicado por: Lucival França | maio 15, 2007

De repente… Felicidade!

 

Pegar ônibus lotado de manhã cedo nunca foi tão prazeroso. A escada que dá acesso a minha sala no trabalho não é mais a mesma escada. As catracas que dão acesso às dependências da faculdade não mais me estressam. Mesmo cinza, só consigo enxergar o colorido do dia. Tudo isso por três motivos: um confuso aperto de mão, um beijo demorado e um telefonema. Acontecimentos que se sucederam em diferentes tempos, mas que se completaram e se complementaram formando o todo que me diz: “De repente… felicidade”.

O mesmo tempo que era inimigo, agora é meu aliado. Lembro-me rapidamente de Nelson Rodrigues (“a mão que apedreja, também afaga” – proposital inversão minha). 1h e 1/3 juntos não são suficientes para falar o que dá vontade. Por isso gaguejamos, ou melhor, EU gaguejo. As mão se tocam lentamente, prazerosamente… quase sofregamente.  Vontade de não largar nunca mais. Vontade. Um liquidificador se instala no meu estômago. E me lembro de um cheiro de algo perdido no espaço, na crueza do dia-a-dia, na correria… lembro Maria Bethânia cantando “… De repente fico rindo à toa sem saber por que.. foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer… mas o seu jeito de me olhar, a fala meio rouca… De repente… Felicidade. Acho que ela achou o endereço novamente. E veio de mala e cuia!

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