Publicado por: Lucival França | maio 29, 2007

Estamos, meu bem, por um triz!

A 1ª impressão que tive ao ver “Pro Dia Nascer Feliz”, de João Jardim (Janela da Alma), foi de que o filme se tratava um raio-x da educação do nosso Brasil. É TAMBÉM sobre isso. Mas transcende. Fala das mesmas aflições que eu, quando adolescente, sentia: as angústias existenciais, as perspectivas de futuro (ou a falta delas), os conflitos familiares… As situações que o adolescente brasileiro enfrenta na escola, envolvendo preconceito de todas as ordens (racial, de gênero, social, etc), precariedade, violência e esperança. Adolescentes de 3 estados brasileiros, de classes sociais distintas, falam de suas vidas na escola. Uma escola nordestina, uma paulista e outra no Rio de Janeiro.

Na minha opinião, uma das entrevistadas mais emblemáticas foi uma estudante de um renomado colégio particular em São Paulo. Ela tinha consciência dos privilégios que possuía e da sapiência de que existem DOIS BRASIS. Me lembro rapidamente do jurista Rui Barbosa quando se referia aos “dois pesos, duas medidas…” Pro Dia Nascer Feliz, é cinema verdade na medida em que é provocador, questionador de uma realidade cruel. Essa é o maior traço distintivo desse tipo de realização, segundo Da Rin. Para nossos governantes, Pro Dia Nascer Feliz é uma lição de casa com trabalho e provinha. Tenho certeza que muitos deles iriam ficar para recuperação.

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