Publicado por: Lucival França | dezembro 24, 2007

Então? É Natal!

 

Intrigante como uma das maiores festas católicas, o Natal, desperte sentimentos tão controversos nas pessoas. A começar pelo próprio ato de doação, tão em voga nesse período. Pessoas que nada fazem em prol do seu semelhante durante os quase 365 dias do ano, de súbito, são arrebatadas pelo sentimento nobre: doam comida, roupa, brinquedo, atenção, cuidado, às vezes, carinho. Quase sempre são católicos, que falam em renovação, paz e vida. Esses, passam noites em vigília rezando pela humanidade. Às vezes, nem são tão humanos assim. 

Há ainda os consumidores que falam em presente, shopping center e lembrancinha. Esses sempre acham lugar nos meios de comunicação. Trazem as feições lívidas e semblante de satisfação.  Nas mãos, sacolas, caixas e sacos. Usam sempre o argumento do amigo secreto para saciar seu desejo quase compulsivo de consumir. Eles são o público alvo de todas as datas comemorativas, de janeiro a dezembro. São eles que movimentam o comércio, fazendo as vendas aumentarem de 10%  a 12% em relação ao ano anterior, como frisou a repórter do telejornal matinal. Ainda segundo ele, este foi o melhor Natal dos últimos dez anos. Para os lojistas, claro!

Existem os depressivos. Aqueles para quem essa data lembra um ente querido que já se foi, um amor que não viveu, uma angústia guardada no peito, um amigo distante. Esses sangram toda vez que ouvem a voz da cantora baiana Simone, cantar “eu pensei que todo mundo fosse filho de papai Noel”. Não suportam ligar a tevê, sair de casa, falar com o vizinho. Tudo se transforma em lembranças que desagradam, que desconfortam.

Por fim, os indiferentes, para os quais a data não possui significado. Passam o dia trabalhando normalmente, vão à praia, estudam, enfim, aproveitam o recesso (feriado) para fazer coisas úteis. Por vezes, sentem-se constrangidos em não sucumbir aos apelos midiáticos, religiosos e dos vizinhos. Quase sempre são céticos, agnósticos ou praticantes de alguma seita alternativa. Fato é que logo vem a festa de ano novo e depois a festa da carne, que a cada ano abarca novos adeptos, das mais variadas vertentes. Que venha 2008.

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